sexta-feira, 18 de maio de 2012

Porcos

Cada dia é mais intensa esta miséria
de valores principalmente, que merda de homens
parecem ratos de esgoto, vontade assassina
cresce em mim, que se alimente, eu amo-a.

Sou miserável neste nojento meio
vou continuá-lo a sê-lo orgulhosamente
pois a palavra é a minha riqueza
e mesmo na merda, o saber é a minha prioridade.

Para vocês seres de estúpida ignorância
que falam com mais crença que um padre
espero que sintam toda a minha raiva por vocês
por uma vez falem na cara. Cavalheirismo.

Nada mais merecem do que a bela guilhotina
mas para ódio meu vocês têm o poder
as massas revêm-se em vós, ambos atrasados
contente estou por não vos pertencer.

A vossos olhos de suíno, sou burro
prefiro boa música, um livro do que cerveja
estão todos formatados pelo cifrão
vocês que tanto gostam de rótulos
aqui está, PORCOS!

Vou continuar a viver na minha utopia
a distanciar-me de vocês, doença contagiosa
o desprezo em mim vai aumentar espero
para que um dia com a força da minha vontade
os raios de Zeus vos aniquilem.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Raiva

Raiva que me consome a alma
quando te sinto o espírito pega fogo
manifestas-te por capricho ou importância
alimentas os meus pobres guerreiros.

Agitas multidões que contigo mudam
crias os pais das revoluções
enches os corações aos filhos da injustiça
mas serás qualidade ou defeito?! És sentimento.

És a mão executora do ciúme e da traição
matas no calor do momento apaixonado
torturas os pensamentos dos puros
gostas de te exibir na negação.

Combustível da minha luta diária
Exprimo-te com gritos mudos
pois minha voz está cansada
e começa a nascer o desejo do fim.

Espero que não me descontroles
que durmas o doce sono que eu te der
para que possa utilizar-te à minha vontade
instrumento do meu ódio.

Não te amaldiçoo-o, mas temo-te
peço que em mim não magoes os amados
mas dai-me força para beijar os odiados
que refugio em mim sempre te darei.

O que se passa?!

Ainda sinto tão belas palavras
que o povo unido jamais será vencido
ditas no dia 25 de aquele glorioso Abril
pelos unidos filhos da revolução
que lutaram com coragem e um cravo na mão.

Eu não era nascido nesse tão belo dia
em que os capitães se tornaram míticos
o povo, o medo perdeu e liberdade gritou
e os valores de Abril assim nasceram.

Valores esses que chegam já perto do fim
os seus capitães põe em causa a revolução
o povo desunido, chama pelo velho ditador
começo-me a perguntar então o que se passa?!

Porque trouxeram a doce liberdade
se pensam desistir a meio da luta?
seremos nós condenados à ditadura?!
se não, então que fazem os filhos de Abril?!

Não saiam à rua só para fazer barulho
gritem com alma e tomem atitudes
não queiram tornarem-se dependentes de governos
eles são corruptos todos nós o sabe-mos.

unam-se mais uma vez e criem revoluções
nunca ficaram sozinhos, nunca
teremos sempre em nós a conquista
que herda-mos dos nossos bravos antepassados.

O povo é quem mais ordena, nunca esqueçam
e façam também com que eles nunca o esqueçam
nós somos a bandeira e a pátria
por isso batalha para que Abril nunca morra.

...Há diversas modalidades de estado
os estados sociais, os corporativos
e o estado a que chegámos...
palavras de um sábio que nunca deverás esquecer
com elas trouxe a revolução à rua.

Espero que quando leres isto, que penses
pensa no que se está a passar.
Diz-me querido Salgueiro Maia o que fazer
com o estado a que chegámos.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Inglória Busca

Tenho no peito uma cidade perdida
fantasma de sentimentos esquecidos
submersa por este oceano escuro como breu
águas dormentes pela melancolia.

Vagueio sob este intenso céu
coberto de nuvens sangrentas
carregadas com os trovões dos pecados
casa das chuvas da amargura.

Vivo rodeado por estas montanhas
de fria e cruel pedra
insensíveis ás minhas lágrimas
que secas me queimam o coração.

Tenho a alma aprisionada por barras de gelo
sinto-a arder em busca da liberdade
apenas vê o sol pelas serradas brumas
com as suas escrituras trazem-nos o medo.

Dou por mim neste navio sem velas
que espera que este mar ganhe ondas
pois os seus remos estão cansados
e os ventos de nada servem.

Os soldados da felicidade estão desolados
de tão inglória busca pela sua rainha
já só pensam num fim pacifico
mas estão condenados a esta busca.

Nasceram com a sentença já lida
estão destinados a não ter alegrias
a viverem num circulo repleto com o vazio
alimentados pela raiva de nada ter.

E contra a sentença do destino nada se pode
por isso eu capitão dos meus sentimentos
ordeno que se abandone esta miserável busca
afinal a tristeza também nos impulsiona.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Utilidades

O pincel, ferramenta do pintor
que realiza a sua imaginação
ao viajar pela tela com as tintas
concretizador de belas artes.

A caneta, arma do escritor
criadora de poemas, criticas ou letras soltas
dá significado as tristes folhas vazias
e deixa marcas de saber para o futuro.

câmara, companheira do fotografo
com ela guarda o momento para todos
traz-nos as imagens, para com elas viajar-mos
deixa para a posterioridade o acontecimento.

Tesoura, útil ao cabeleireiro e ao estilista
com ela criam as tendências da moda
na companhia do talento chegam à beleza
constrói belas alegrias para as gentes.

Pistola, guarda do justo e do pecador
para defesa ou ataque ela é utilizada
é obediente a quem a comanda
mas é apenas poder na nossa mão.

E tu o que és?
a ferramenta ou o artista? não sabes?!
não faz mal olha o céu e o teu redor
e verás que tudo é algo.

Tu és a criação que pode criar
por isso faz algo que algo serás
trabalha firme, e nunca quebrarás
pois és criador e tudo podes.

Hipocrisia

Com pesar na alma escrevo estas palavras
não mais consigo calar o que sinto
a hipocrisia destas massas já me sufoca
é por demais a vitimização destas gentes.

Vejo esta hipocrisia ao olhar a corrupção
é tão criticada quando é ferramenta de outros
devia haver punição para tal acto maligno
mas a bela cunha essa não a dispensamos.

Na culpa ela também se encontra
mas apenas na culpa maléfica, porque bons nós somos
poluição, culpa capitalista, reciclagem coisa de rico
eu sou do injustiça-do povo de nada tenho culpa.

O patriotismo, elo forte da hipocrisia
é aclamado na defesa do nosso clube no estrangeiro
por quem o hino não sabe cantar, e a bandeira é um desenho
mas que importa isso o patriotismo é apenas uma palavra.

Não me poderia esquecer da religião, seria pecado
católicos, muçulmanos, judeus, hipócritas digo eu
os maiores assassinos da história contra a morte
que importa isso?! é por Deus!

Democracia senhora critica de ditaduras
criadora de impérios capitalistas opressivos
seus povos, orgulhosos democratas, por velhos ditadores sussurram
governadores, responsáveis por tais actos, que podemos nós?!.

Só falto eu claro, protagonismo não quero
eu sou o justo que sobre ela escreve mas desconhece
mas não o vou negar a hipocrisia é parece protectora
e tu achas-te hipócrita ou justo?

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Em mim só para ti

Vivo perdido nesta selva, desespéro por ti querida leoa
que sejas a liberdade destruidora destas minhas correntes;
és a poesia das estrelas, nasces-te para mim como a lua para a noite
vagueias no meu pensamento nesse teu vestido branco de pureza, musa
ouço o teu riso no meu pensamento e nasce em mim a primavera do desejo
surge em mim tempestade de sentimentos ao pensar nos teus lábios
Com desejo insano caio na tentação de querer saborear as tuas mil paixões
quando tuas palavras leio, meu coração grita, por ao meu peito estar confinado
o ar não mais me quis, queria ser teu pois és a inspiração que respiro
o meu espírito recusa-se a ficar quieto perante tão grande ânsia da tua chegada
Sorrio quando te encontro nos meus pensamentos, são hinos de alegria
desejo meu contraste, que tu paixão incendeies este meu glaciar.

Perdoa-me por manchar estas folhas a falar da minha pessoa
pois o nada que eu sou não merece restar descrito onde tua beleza é o Éden
as minhas dores transformam-se em medos, temores dos quais não sei fugir
que proíbe que o calor do amor e da paixão sejam para mim nobres companheiros
vivo no dilema da excruciante duvida, entre vontade de fugir e cobardia de ficar
eu tento ser homem exemplar de valores seguros, mas mentira, pois nada sou
sou aparência oca de coragem, não mais nada sei ser que fugidia presa assustada
escudo-me e uso a camuflagem da antipatia e arrogância para quem me descobre
em mim habitam abismos da longa noite obscura, frios e infindos
senhores criadores dos meus receios que me prendem a esta segura solidão
perdoa-me ou odeia-me por estas palavras serem negras. Para ti só sinceridade,
pois trouxeste a este naufrago a luz do porto de salvação, e mereces a verdade.

És a revolução que criou em mim esta minha tão esperada guerra de sentimentos
agora contigo como minha nação estou disposto a guerrilhar pela minha liberdade
que venham trovões, tornados ou furações, que venham deuses e demónios
por esta crença estou preparado para não quebrar, firme me vou manter
contigo criar novos mundos, mundos de inocência onde a felicidade seja lei
se isto é um sonho, então só espero acordar quando ele se concretizar
descubro-me a dançar contigo à chuva ou estar a ti agarrado ao calor da lareira
não sei que seja isto, loucura, paixão, desejo, imaginação, a doce ilusão
vá para o inferno a lógica e a razão, que pare o tempo, e que perdure o momento
embarquemos numa viagem sem chão ou destino, flutue-mos de corações abertos
apenas o em mim corre o pensamento, de tu a bailaras romance à minha volta
és o nascer dos meus dias e a revelação do ocaso da minhas tristes amarguras.

 revitalizaste-me a energia, és sem duvida um milagre, obra de um sábio mestre
princesa das amazonas com a tua espada de fogo a minha melancolia irás rasgar
aristocrata de sentimentos, com as tuas palavras me deixas no êxtase da alegria
és tudo isso e muito mais, num futuro que loucamente desejo como ninguém
mas estou cansado de escrever os meus quereres e fantasias, creio-me doido
quero saber de ti, quem és, onde estas, eu quero-te juro, da-me um sinal peço-te.
neste momento nada mais sei, do que apenas virás a ser para mim, serás tudo
no agora és tudo isto imaginação, desejo, querer, loucura, a irrealidade
não é que não existas, ainda não te encontrei, por isso crio-te na minha mente
crio uma esperança que me permita continuar a acreditar que o céu é possível
que um anjo um dia me vai agraciar com a sua luz e aos seus braços me prender
eu acredito e tu será que também acreditas que é possível?!

sábado, 31 de março de 2012

Chata

Chata ai mas que chata que ela é
Deus que não suporto as suas frases cativantes
mas que aborrecida é a sua escrita
que me cega a tolerância na espera.

Chata ai mas que chata que ela é
que me faz rir com o seu entusiasmo,
penso que é uma pessoa má conversadora
como também penso que o céu é verde.

 Chata ai mas que chata que ela é
que nas suas palavras apenas vejo uma guerreira
guerrilha com eloquência, esgrima com palavras
mas o que são as palavras, quando o sentimento é fogo?!

 Chata ai mas que chata que ela é
sem duvida que ela é uma intolerante chatice
parece fogo, terramoto, furacão
mas falo tanto e nada digo porque sei la o que ela é.

Afirmo com todo o crer que não sei o que vejo
com todo o crer acredito que encontrarei
pois ela é a nova definição de chata
e so me faz idealizar aventuras mil
sonho sem duvida que ela é tempestade primaveril.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Semente do Amor

Em mim tudo és tu
quando me olhas, conquistas-me
quando choras, meu coração chora também
pequena dominadora, aos teus encantos me entrego
Meus nãos para ti serão sempre sim
embalas-me nos teus braços de veludo
protegendo-me do medos meus
transformas-te na Deusa do meu céu
meu terno tesouro
semente minha, fruto do meu amor.

Assinado: João Pedro Marques

O Começo

É com grande orgulho e uma enorme felicidade que hoje neste dia mundial da poesia o meu irmão surpreendeu-me com um poema escrito por ele, foi o nascer do sol do meu dia, e com a sua autorização eu vou passar a publicar a sua escrita aqui. Espero que gostem, e que apoiem esta iniciativa acima de tudo. Obrigado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Paixão

Paixão, sentimento imaginário
expoente máximo da loucura do coração
tira-me tudo, pensamentos e sentidos
respiro esta ilusão intemporal.

Os olhos apenas vêm o belo, maldade
não existe pecado, nem defeito
apenas aquele beijo do momento
como tremo na sua presença, será que a temo?!

És a utopia deste mundo absoluto
a imagem que representa os fortes
pobres aqueles que de ti desdenham
que morreram sem viver.

Completas os vazios do coração
contigo vem toda a poderosa trupe
carinho, romantismo, loucura e ódio
és o fogo que por vontade congelas.

És a ampulheta do tempo sem areia
surges do nada e do nada desapareces
mas és deusa de brumas intensas
nada nos permites ver, ofuscas-nos com o desejo.

Derretes glaciares de pedra
ardes as árvores da amizade
seduzes os homens à loucura
dos nossos corações fogueiras fazes.

No mar e na lua te demonstras
a eles dás significados próprios
que dão aos loucos por ti asas
que os fazem voar pelo céu de mil cores.

Em teu campo de chamas permite-me passear
pelo mais uma vez, suplico-te
que este frio num glaciar se está a tornar
por isso aparece paixão, brilha como o sol
faz chorar este glaciar com a tua presença
que prometo que para sempre te vou amar.

domingo, 18 de março de 2012

Não Sei

Fluis em mim como uma droga
procuro por ti, mas não sei o que és
vejo-te no caminho para o abismo
mas impedes-me o definitivo salto.

Sinto-te como o sinto o vento
encontro-te no ar, mas não te sei explicar
nuvens do meu nada, assim te vejo
mas não te demonstras no fim.

Impeles-me nesta incessante busca
eu sem saber o que procurar, procuro
por vales de desespero passo, não paro
mas sinal de ti não me dás.

Confundes-me nessas danças de sombras
reflexo belo da noite do conhecimento
diz-me quem és, sacia-me esta curiosidade
que me tortura os pensamentos calados.

Sonho contigo, bela intempérie de pesadelos
contigo adormeço e acordo, que martírio
ou talvez não?! não sei, não percebo
que sentimento és tu? eu suplico-te.

Revela-te a mim, para a paz encontrar
por ti, provas infernais eu atravesso
mas este desejo não quebra, maldito
aos céus eu grito, revela-te!

Meu coração chora de saudade por ti
burro eu lhe chamo, choras por quem?
nem ele sabe, cruel  é o que penso de ti
que desta dor não me alivias.

Sozinho comigo eu penso
serás o meu castigo divino?
a minha derradeira provação?
tréguas então não te darei.

Serás a vida da minha missão
buscas por ti eu não cessarei
juro aqui que te encontrarei
mas que juro eu?!
se nem sei o que procurarei.

Morte

Morte, imortal mistério da vida
todos te temem, mas ninguém te resiste
és a companheira que nos recebe no final
quando as cortinas se fecham, e a aventura começa.

A imortalidade carnal eu almejo
mas soubesse eu o que me aguarda quando te beijar
teu amante eu era, juro que te desejo
mas temo-te, és um pecado impossível de expiar.

uns dizem que trazes a vida e paz eterna
ou talvez nada mais tragas, que o simples nada
mas que se dane, trazes o completo fim
e por isso eu amo-te e odeio-te, perdoa-me.

Mas não te consigo compreender
para uns és castigo para outros és bênção
o que serás para mim não sei, nem quero saber
apenas ama-me sem dor nem sofrimento
pois a vida já é um tormento.

Grande ídolo que os povos antigos veneravam
a fofoca silenciosa do meu momento
és a gondola que nos leva até aos portões
para ser-mos julgados, não serás tu a juíza?!

Mas peço-te com ardor, demora-te
que este meu caminho de espinhos só esta a iniciar
ainda muito tenho de aprender e amar
não mais te blasfemarei, desejo que sejas doce.

Não te resistirei eu sei, por isso no final te beijarei
mas por agora vou desfrutar da minha imortalidade
sei que deves estar a rir, talvez tenhas razão
mas ate tu chegares eu sou imortal.

enquanto não chegares eu vou tentar saber de ti
afinal estás em todo lado, és a desconhecida
pois aquilo que não sei eu temo, busco, ate encontrar
mas a ti apenas te aguardarei, que venhas na noite
e acorda-me com o teu frio beijo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fogo de Sonhos

És uma impulsionadora de sonhos
Sandra é teu nome, fogo o teu poder
cabelos pôr do sol, de paixões é criadora
em belos olhos verdes os amores são criados
não há coração que resista a tão bela visão
pouco é o exterior, que embriagante é o seu interior
de uma meiguice de Deusa, a bondade em pessoa
as suas frases são rios de palavras de veludo
com a doçura da sua voz transforma o nada em tudo
é guerreira dos sentimentos, justiça dos pensamentos
como companheira não há tormentos
a orquídea de mil cores do jardim das infinitas flores
construtora de impérios celestes, menina das belas vestes
da sua teimosia constrói o seu reino, bela rainha
mas em tamanho carinho defeitos não se vê
por isso um beijo te envio olímpica musa
que na minha eternidade me terás a tua mercê.

A Ilusão da Desilusão

Sou emigrante de um mundo antigo
onde reinam os pensamentos e palavras
neste mundo encontro-me aprisionado
a esta obsessão pelas aparências.

Vagueio entre a ignorância usual destes animais
que tanta estranheza causa no meu mundo
os livros, sábios mestres, abominação se tornaram
e a musica, bela arte, na gula, tornou-se comercial.

Os génios de retratos não passam, triste,
Pessoa, Dinis e Camões entre tantos outros
no passado não ficam, obrigado compatriotas
pelas suas letras amor sentirem.

Talvez o meu querido mundo materno
de uma ilusão não passe, miserável,
que esta fuga adormeça e me deixe viver
fraca companheira, que não me deixa caminhar.

Em tudo vejo ilusão, e encontro desilusão
que faz com que nada sinta no coração
a este triste fado me devo resignar?!
vaguear neste navio ate naufragar?!

Que Deus todo poderoso me abençoe, eu rogo!
que me leve para um mundo de mentira
a realidade é tão dolorosa, que começo a não resistir
e a pensar apenas numa final partida.

Talvez seja, eu o ser da pobreza de espírito
e que neste mundo nada de errado está
porquê tantas duvidas se esta vida já tem guião?!
será por ver tanta falta de amizade?!

Há injustiça não posso sucumbir
aos meus amigos perdão eu peço
vocês são a minha luz abençoada
de coração um beijo vos envio pleno de emoção.

Renascer

A beira mar sentado, rogo aos céus tempestades
ventos de furacão e ondas de poder
que com a sua fúria natural me estremeça
para desta melancolia me tirar, a vida agitar.

Postado a encarar o fogo, faço pedidos
peço secretamente que ele se revolte
e me envolva nas suas chamas ardentes
para desta saudade me livrar, e o norte achar.

No telhado deitado, a ver as estrelas, sonho
que todos os meteoros em mim caiam
e assim eu seja desfeito, sem nada sobrar
para da raiva eu me soltar, e voltar a caminhar.

De olhos fechados vagueio pelos pensamentos
em que encontro o desejo de ser estrangulado,
sufocado ver o ar desvanecer, ate nenhum restar
para que da solidão me afaste, e ao puro retornar.

A meu Deus canto preces desesperadas, mas são vãs
para que em água me transforme
comigo regue campos, e que a vida crie
para assim não ter que este tormento aguentar.

A ler um livro, imagino ser uma fénix
ás cinzas voltar, para que o vento me possa levar
renascer noutro mundo, noutro local
onde os sentimentos sejam da pureza do mar.

domingo, 11 de março de 2012

Viagem de Desejo

Vou no comboio com olhos de sono
quando ela entra e seduz o ar com o seu perfume
senta-se a minha frente e falta-me o ar
acabei de me afogar nos seus olhos verdes.

O seu cabelo é do mais belo ouro que ja vi
acho que me embebedei de desejo
não consigo falar apenas sonho com ela
meu deus, os seu lábios são arte de um mestre.

A sua pele é seda, sem lhe tocar sinto-a
devo estar a delirar, é a beleza desta mulher
as suas feições delicadas, qual Cinderela
não encontro as palavras para lhe falar.

Que poder é este que sinto a fazer-me alucinar
será o desejo, a fome ou o encanto?!
não a consigo olhar de frente a respirar
perco tudo, ar, pensamentos, fico vazio
louco para a ter nos meus braços e beber do seu esplendor.

Não quero que este desejo acabe
já não sinto frio, tenho o peito a arder em chamas
apenas poder olha-la já é uma enorme satisfação
não lhe falarei apenas a desejarei.

Por poder tê-la visto esta viagem ganhou cor
os anjos desceram para embelezar o mundo
e quem tiver o prazer de a ver caíra no desejo
eu caí e por esta beleza terei desejo na memoria.

Solidão

Na escuridão e com o som do silencio ela vem
manifesta-se com uma lágrima e um suspiro
cria uma sensação ardente como os glaciares
instala-se como uma visita indesejada
é a primeira vez que se sente.

Não sei se é amiga ou inimiga
protege-me e tortura como ninguém
é a dor de que fujo e que amo
desejo-a nesta estrada como desejo o amor.

Ela não me trai, nem engana, é fiel
nem se esconde quando estou acompanhado
esta presente sempre que dela preciso
e acarinha-me como a mais bela amada.

dela fazem a estrela d'alva, demónio
mas a ela não resistem seja no amor ou na dor
ela é sentimento constante como o ar
não se vê mas sente-se como o amanhã.

É criadora com toque de deusa
alimenta histórias, contos e a nós animais
tranformanos em artistas e filósofos
oferece-nos o tão desejado momento de pensamento.

influencia tudo e todos de maneira diferente
uns riem, uns choram, mas sempre humanos
tornou-se o destino da nossa viagem, a vida
ela é a tão mal falada, Solidão.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Amizade

Amizade, símbolo de união desinteressada
és a hipocrisia do nosso século
onde és aclamada em vão nas redes sociais
traída pelo brilho do ouro.

Tornaste-te uma forte minoria
que persistes em poucos
quando em verdade és intrascendível
como o ar que nos acaricia.

Por ti não há certo nem errado
há apenas a absoluta lealdade
que apenas na palavra nos subsiste
no gesto nos conquista a crença.

Interesse, negocio e paixão
todos eles na sua grandeza te atentam
mas na tua vontade és omnipotente
e nos verdadeiros resistes.

Tu transformas o homem em amigo
assim o elevas a um nível superior
que os faz grandes na dor e no amor
nas estrelas recebem a sua recompensa.

Das o teu brilho a este mundo pálido
com o coração de metal poluído
que por ele não desistes
em mim terás sempre um seguidor.

Um amigo chega se for verdadeiro
não estás na falsidade da quantidade
na qualidade é onde te procuro
aos que encontrei mando um beijo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Existencia

Vivo desalmado nesta carnal existência
onde o único prazer é corporal
o bem afunda-se nas areias do mal
e assim vai passando esta hipócrita vivência.

Busco sabedoria nos livros
mas só encontro pornografia barata
com temas que são pecados bíblicos
escritos com as manhas de um diplomata.

No peito uso a cruz da educação
faz-me viver na duvida da moral ética
que me fortalece na escuridão
impiedosa tortura, é esta auto-critica.

Com o dilema da honra convivo
a moral trava-me a viagem
e sem ultrapassar os limites eu vivo
caminho com o peso desta bagagem.

O que me espera paraíso ou inferno
eu não sei, só espero que algo me espere
desejo algo melhor que este inverno
que a tudo supere.

Vazio

Alimento-me desta raiva que me mata
nada vejo, estou cego ao sentimento
os desejos não passam de um sonho adormecido
e a vida é uma calçada por onde vagueio.

Inspiro-me neste ódio que me destrói
perco o tacto do carinho
os objectivos são um texto esquecido
e a vida é um lago onde me afogo.

Movo-me com este desprezo que me afasta
e fico surdo aos sons do amor
as promessas são as faces da mentira
e a vida é um jardim sem flores.

Avanço com este medo que me ofusca
os cheiros da paixão são um mistério
as palavras são um anuncio de rua
e a vida é um navio perdido.

Fico preso a esta dor que me afunda
que tira o sabor ao prazer de existir
as musicas são poemas do passado
e a vida é um avião sem destino.

Vivo neste intenso vazio
que me rouba os sentidos
em que os actos são uma encenação
e a vida é uma rota sem chão nem norte
que me tortura com esta busca incessante.

sábado, 3 de março de 2012

Mentira

Mentira, doce e amada tu és
pois livras-nos da dor da sinceridade
e há quem diga ámen, é fé
pois tu és a verdadeira Deusa
a mais pura omnisciência do nosso Éden.

Quente e fantástica fuga
seja na palavra, no acto e ate no pensamento
nasces o camaleão em nós
Tu és o improviso planeado do eterno momento.

Há quem de ti faça pecado mortal
mas sobre ti use-mos a verdade, tu és dádiva
témente, amaldicoam-te e difamam-te
mas convenha-mos, sois a secreta amada
em que na ocasião és usada.

Desbravas pelo caminho do amor e do poder
onde agilizas o meio para atingir o fim
há quem não te perdoe, mas tu não és defeito
és simplesmente a face do contrafeito.

Veem-te na omissão e na invenção
mistério selvagem a ti ninguém te controla
pois tens vontade própria e sempre te revelas
para acabares na eterna memoria

Dama de negro que dança com quem pede
mas comigo jamais farás par
que eu na tua mão não pego pois odeio-te
viste acabámos de dançar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Liberdade

Onde estás?, quem és?, e o que és?
são as perguntas do meu adormecer
mas jamais encontro as respostas
por isso vivo no dilema da duvida.

Há quem te encontre na palavra livre
no livre arbítrio ou no insignificante voto
mas penso que tu vens de uma Veneza antiga
em que sais á rua com uma máscara da tua importância.

E eu resignado não procuro a tua face
sinto que só existes para os senhores de ouro
que com a sua ganância não permitem que tu te encontres
e espalham imitações tuas em belas jaulas.

Usam teu nome em vão como se tu nada fosses
e abusam de ti na sua busca pelo poder
que com o tal te oprimem incessantemente
pelo povo ladram eles, pelo bolso penso eu

Dizem que esses abutres são comunas ou fascistas
a eles eu chamo capangas capitalistas
que nos obrigam ao consumo material
com o qual constroem a sociedade desalmada.

Mas no fim espero te encontrar
com a tua armadura de cavaleira alada
serás a luz intensa da escuridão
que na morte te beijarei
com grande ânsia no coração.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Vinho

Vinho amigo tu és um incompreendido
contigo não há racismo
sejas branco, verde ou tinto
por ti todos algo sentem
ódio, admiração e ate obsessão.

Tu és o sangue do Messias
o selo das alianças e das traições
dizem que és fruto de milagre
e do fruto vem a tua origem

És o capitalista, o senhor consumo
seja com moderação ou avareza
contigo querem acabar mas és eterno.

És um senhor de muitos humores
alegre, eufórico, ciumento e raivoso
contigo fazem fado alegre
e festivais de mestre.

Segue o teu caminho despreocupado
na historia já deixas-te o teu marco
que contigo vamos celebrar e chorar
ate claro o medico deixar.

Rosa negra

Rosa negra de pétalas de seda
olhos lua de um universo infinito
és a noite sedutora, o aroma tentação
na tu dança de sedução.

No teu vestido de espinhos
espalhas atração e magnificência
e passeias pelas mesas da luxuria louca
onde jogas o jogo das paixões.

És o desejo ardente do abismo
que atrais com o teu encanto
desfilas brilho e esplendor
e simulas o prazer do amor .

Flor selvagem sem raiz
que vagueia com o vento e sol
nem o mar te consegue prender
porque o ouro é o teu redentor.

Enquanto esse navio navegar
a alma será um adereço poético
pelas novas estrelas te guias
ate ao dia do eclipse estelar.

No naufrágio o céu será um espelho
rachado, embaseado e quebrado
e na perda perguntarás:
quem és tu Rosa negra?!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Saudade

        Saudade profunda a minha
        que consome o espírito e queima alma
        as recordações são uma faca de dois gumes
        onde o amor e o ódio são amantes

        Triste fado o meu
        onde a voz chora e as mãos tremem
        letra triste esta que Deus me deu
        que faz a musica dilacerante

        Lágrimas secas que queimam os olhos
        e torturam o coração
        palavras cortadas pela respiração
        de um condenado

        Sentimento belo e de amor
        que pela dor se demonstra
        sentimento de opio
        sentença da minha alma