sexta-feira, 2 de março de 2012

Liberdade

Onde estás?, quem és?, e o que és?
são as perguntas do meu adormecer
mas jamais encontro as respostas
por isso vivo no dilema da duvida.

Há quem te encontre na palavra livre
no livre arbítrio ou no insignificante voto
mas penso que tu vens de uma Veneza antiga
em que sais á rua com uma máscara da tua importância.

E eu resignado não procuro a tua face
sinto que só existes para os senhores de ouro
que com a sua ganância não permitem que tu te encontres
e espalham imitações tuas em belas jaulas.

Usam teu nome em vão como se tu nada fosses
e abusam de ti na sua busca pelo poder
que com o tal te oprimem incessantemente
pelo povo ladram eles, pelo bolso penso eu

Dizem que esses abutres são comunas ou fascistas
a eles eu chamo capangas capitalistas
que nos obrigam ao consumo material
com o qual constroem a sociedade desalmada.

Mas no fim espero te encontrar
com a tua armadura de cavaleira alada
serás a luz intensa da escuridão
que na morte te beijarei
com grande ânsia no coração.

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