Raiva que me consome a alma
quando te sinto o espírito pega fogo
manifestas-te por capricho ou importância
alimentas os meus pobres guerreiros.
Agitas multidões que contigo mudam
crias os pais das revoluções
enches os corações aos filhos da injustiça
mas serás qualidade ou defeito?! És sentimento.
És a mão executora do ciúme e da traição
matas no calor do momento apaixonado
torturas os pensamentos dos puros
gostas de te exibir na negação.
Combustível da minha luta diária
Exprimo-te com gritos mudos
pois minha voz está cansada
e começa a nascer o desejo do fim.
Espero que não me descontroles
que durmas o doce sono que eu te der
para que possa utilizar-te à minha vontade
instrumento do meu ódio.
Não te amaldiçoo-o, mas temo-te
peço que em mim não magoes os amados
mas dai-me força para beijar os odiados
que refugio em mim sempre te darei.
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