sábado, 31 de março de 2012

Chata

Chata ai mas que chata que ela é
Deus que não suporto as suas frases cativantes
mas que aborrecida é a sua escrita
que me cega a tolerância na espera.

Chata ai mas que chata que ela é
que me faz rir com o seu entusiasmo,
penso que é uma pessoa má conversadora
como também penso que o céu é verde.

 Chata ai mas que chata que ela é
que nas suas palavras apenas vejo uma guerreira
guerrilha com eloquência, esgrima com palavras
mas o que são as palavras, quando o sentimento é fogo?!

 Chata ai mas que chata que ela é
sem duvida que ela é uma intolerante chatice
parece fogo, terramoto, furacão
mas falo tanto e nada digo porque sei la o que ela é.

Afirmo com todo o crer que não sei o que vejo
com todo o crer acredito que encontrarei
pois ela é a nova definição de chata
e so me faz idealizar aventuras mil
sonho sem duvida que ela é tempestade primaveril.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Semente do Amor

Em mim tudo és tu
quando me olhas, conquistas-me
quando choras, meu coração chora também
pequena dominadora, aos teus encantos me entrego
Meus nãos para ti serão sempre sim
embalas-me nos teus braços de veludo
protegendo-me do medos meus
transformas-te na Deusa do meu céu
meu terno tesouro
semente minha, fruto do meu amor.

Assinado: João Pedro Marques

O Começo

É com grande orgulho e uma enorme felicidade que hoje neste dia mundial da poesia o meu irmão surpreendeu-me com um poema escrito por ele, foi o nascer do sol do meu dia, e com a sua autorização eu vou passar a publicar a sua escrita aqui. Espero que gostem, e que apoiem esta iniciativa acima de tudo. Obrigado.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Paixão

Paixão, sentimento imaginário
expoente máximo da loucura do coração
tira-me tudo, pensamentos e sentidos
respiro esta ilusão intemporal.

Os olhos apenas vêm o belo, maldade
não existe pecado, nem defeito
apenas aquele beijo do momento
como tremo na sua presença, será que a temo?!

És a utopia deste mundo absoluto
a imagem que representa os fortes
pobres aqueles que de ti desdenham
que morreram sem viver.

Completas os vazios do coração
contigo vem toda a poderosa trupe
carinho, romantismo, loucura e ódio
és o fogo que por vontade congelas.

És a ampulheta do tempo sem areia
surges do nada e do nada desapareces
mas és deusa de brumas intensas
nada nos permites ver, ofuscas-nos com o desejo.

Derretes glaciares de pedra
ardes as árvores da amizade
seduzes os homens à loucura
dos nossos corações fogueiras fazes.

No mar e na lua te demonstras
a eles dás significados próprios
que dão aos loucos por ti asas
que os fazem voar pelo céu de mil cores.

Em teu campo de chamas permite-me passear
pelo mais uma vez, suplico-te
que este frio num glaciar se está a tornar
por isso aparece paixão, brilha como o sol
faz chorar este glaciar com a tua presença
que prometo que para sempre te vou amar.

domingo, 18 de março de 2012

Não Sei

Fluis em mim como uma droga
procuro por ti, mas não sei o que és
vejo-te no caminho para o abismo
mas impedes-me o definitivo salto.

Sinto-te como o sinto o vento
encontro-te no ar, mas não te sei explicar
nuvens do meu nada, assim te vejo
mas não te demonstras no fim.

Impeles-me nesta incessante busca
eu sem saber o que procurar, procuro
por vales de desespero passo, não paro
mas sinal de ti não me dás.

Confundes-me nessas danças de sombras
reflexo belo da noite do conhecimento
diz-me quem és, sacia-me esta curiosidade
que me tortura os pensamentos calados.

Sonho contigo, bela intempérie de pesadelos
contigo adormeço e acordo, que martírio
ou talvez não?! não sei, não percebo
que sentimento és tu? eu suplico-te.

Revela-te a mim, para a paz encontrar
por ti, provas infernais eu atravesso
mas este desejo não quebra, maldito
aos céus eu grito, revela-te!

Meu coração chora de saudade por ti
burro eu lhe chamo, choras por quem?
nem ele sabe, cruel  é o que penso de ti
que desta dor não me alivias.

Sozinho comigo eu penso
serás o meu castigo divino?
a minha derradeira provação?
tréguas então não te darei.

Serás a vida da minha missão
buscas por ti eu não cessarei
juro aqui que te encontrarei
mas que juro eu?!
se nem sei o que procurarei.

Morte

Morte, imortal mistério da vida
todos te temem, mas ninguém te resiste
és a companheira que nos recebe no final
quando as cortinas se fecham, e a aventura começa.

A imortalidade carnal eu almejo
mas soubesse eu o que me aguarda quando te beijar
teu amante eu era, juro que te desejo
mas temo-te, és um pecado impossível de expiar.

uns dizem que trazes a vida e paz eterna
ou talvez nada mais tragas, que o simples nada
mas que se dane, trazes o completo fim
e por isso eu amo-te e odeio-te, perdoa-me.

Mas não te consigo compreender
para uns és castigo para outros és bênção
o que serás para mim não sei, nem quero saber
apenas ama-me sem dor nem sofrimento
pois a vida já é um tormento.

Grande ídolo que os povos antigos veneravam
a fofoca silenciosa do meu momento
és a gondola que nos leva até aos portões
para ser-mos julgados, não serás tu a juíza?!

Mas peço-te com ardor, demora-te
que este meu caminho de espinhos só esta a iniciar
ainda muito tenho de aprender e amar
não mais te blasfemarei, desejo que sejas doce.

Não te resistirei eu sei, por isso no final te beijarei
mas por agora vou desfrutar da minha imortalidade
sei que deves estar a rir, talvez tenhas razão
mas ate tu chegares eu sou imortal.

enquanto não chegares eu vou tentar saber de ti
afinal estás em todo lado, és a desconhecida
pois aquilo que não sei eu temo, busco, ate encontrar
mas a ti apenas te aguardarei, que venhas na noite
e acorda-me com o teu frio beijo.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Fogo de Sonhos

És uma impulsionadora de sonhos
Sandra é teu nome, fogo o teu poder
cabelos pôr do sol, de paixões é criadora
em belos olhos verdes os amores são criados
não há coração que resista a tão bela visão
pouco é o exterior, que embriagante é o seu interior
de uma meiguice de Deusa, a bondade em pessoa
as suas frases são rios de palavras de veludo
com a doçura da sua voz transforma o nada em tudo
é guerreira dos sentimentos, justiça dos pensamentos
como companheira não há tormentos
a orquídea de mil cores do jardim das infinitas flores
construtora de impérios celestes, menina das belas vestes
da sua teimosia constrói o seu reino, bela rainha
mas em tamanho carinho defeitos não se vê
por isso um beijo te envio olímpica musa
que na minha eternidade me terás a tua mercê.

A Ilusão da Desilusão

Sou emigrante de um mundo antigo
onde reinam os pensamentos e palavras
neste mundo encontro-me aprisionado
a esta obsessão pelas aparências.

Vagueio entre a ignorância usual destes animais
que tanta estranheza causa no meu mundo
os livros, sábios mestres, abominação se tornaram
e a musica, bela arte, na gula, tornou-se comercial.

Os génios de retratos não passam, triste,
Pessoa, Dinis e Camões entre tantos outros
no passado não ficam, obrigado compatriotas
pelas suas letras amor sentirem.

Talvez o meu querido mundo materno
de uma ilusão não passe, miserável,
que esta fuga adormeça e me deixe viver
fraca companheira, que não me deixa caminhar.

Em tudo vejo ilusão, e encontro desilusão
que faz com que nada sinta no coração
a este triste fado me devo resignar?!
vaguear neste navio ate naufragar?!

Que Deus todo poderoso me abençoe, eu rogo!
que me leve para um mundo de mentira
a realidade é tão dolorosa, que começo a não resistir
e a pensar apenas numa final partida.

Talvez seja, eu o ser da pobreza de espírito
e que neste mundo nada de errado está
porquê tantas duvidas se esta vida já tem guião?!
será por ver tanta falta de amizade?!

Há injustiça não posso sucumbir
aos meus amigos perdão eu peço
vocês são a minha luz abençoada
de coração um beijo vos envio pleno de emoção.

Renascer

A beira mar sentado, rogo aos céus tempestades
ventos de furacão e ondas de poder
que com a sua fúria natural me estremeça
para desta melancolia me tirar, a vida agitar.

Postado a encarar o fogo, faço pedidos
peço secretamente que ele se revolte
e me envolva nas suas chamas ardentes
para desta saudade me livrar, e o norte achar.

No telhado deitado, a ver as estrelas, sonho
que todos os meteoros em mim caiam
e assim eu seja desfeito, sem nada sobrar
para da raiva eu me soltar, e voltar a caminhar.

De olhos fechados vagueio pelos pensamentos
em que encontro o desejo de ser estrangulado,
sufocado ver o ar desvanecer, ate nenhum restar
para que da solidão me afaste, e ao puro retornar.

A meu Deus canto preces desesperadas, mas são vãs
para que em água me transforme
comigo regue campos, e que a vida crie
para assim não ter que este tormento aguentar.

A ler um livro, imagino ser uma fénix
ás cinzas voltar, para que o vento me possa levar
renascer noutro mundo, noutro local
onde os sentimentos sejam da pureza do mar.

domingo, 11 de março de 2012

Viagem de Desejo

Vou no comboio com olhos de sono
quando ela entra e seduz o ar com o seu perfume
senta-se a minha frente e falta-me o ar
acabei de me afogar nos seus olhos verdes.

O seu cabelo é do mais belo ouro que ja vi
acho que me embebedei de desejo
não consigo falar apenas sonho com ela
meu deus, os seu lábios são arte de um mestre.

A sua pele é seda, sem lhe tocar sinto-a
devo estar a delirar, é a beleza desta mulher
as suas feições delicadas, qual Cinderela
não encontro as palavras para lhe falar.

Que poder é este que sinto a fazer-me alucinar
será o desejo, a fome ou o encanto?!
não a consigo olhar de frente a respirar
perco tudo, ar, pensamentos, fico vazio
louco para a ter nos meus braços e beber do seu esplendor.

Não quero que este desejo acabe
já não sinto frio, tenho o peito a arder em chamas
apenas poder olha-la já é uma enorme satisfação
não lhe falarei apenas a desejarei.

Por poder tê-la visto esta viagem ganhou cor
os anjos desceram para embelezar o mundo
e quem tiver o prazer de a ver caíra no desejo
eu caí e por esta beleza terei desejo na memoria.

Solidão

Na escuridão e com o som do silencio ela vem
manifesta-se com uma lágrima e um suspiro
cria uma sensação ardente como os glaciares
instala-se como uma visita indesejada
é a primeira vez que se sente.

Não sei se é amiga ou inimiga
protege-me e tortura como ninguém
é a dor de que fujo e que amo
desejo-a nesta estrada como desejo o amor.

Ela não me trai, nem engana, é fiel
nem se esconde quando estou acompanhado
esta presente sempre que dela preciso
e acarinha-me como a mais bela amada.

dela fazem a estrela d'alva, demónio
mas a ela não resistem seja no amor ou na dor
ela é sentimento constante como o ar
não se vê mas sente-se como o amanhã.

É criadora com toque de deusa
alimenta histórias, contos e a nós animais
tranformanos em artistas e filósofos
oferece-nos o tão desejado momento de pensamento.

influencia tudo e todos de maneira diferente
uns riem, uns choram, mas sempre humanos
tornou-se o destino da nossa viagem, a vida
ela é a tão mal falada, Solidão.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Amizade

Amizade, símbolo de união desinteressada
és a hipocrisia do nosso século
onde és aclamada em vão nas redes sociais
traída pelo brilho do ouro.

Tornaste-te uma forte minoria
que persistes em poucos
quando em verdade és intrascendível
como o ar que nos acaricia.

Por ti não há certo nem errado
há apenas a absoluta lealdade
que apenas na palavra nos subsiste
no gesto nos conquista a crença.

Interesse, negocio e paixão
todos eles na sua grandeza te atentam
mas na tua vontade és omnipotente
e nos verdadeiros resistes.

Tu transformas o homem em amigo
assim o elevas a um nível superior
que os faz grandes na dor e no amor
nas estrelas recebem a sua recompensa.

Das o teu brilho a este mundo pálido
com o coração de metal poluído
que por ele não desistes
em mim terás sempre um seguidor.

Um amigo chega se for verdadeiro
não estás na falsidade da quantidade
na qualidade é onde te procuro
aos que encontrei mando um beijo.

terça-feira, 6 de março de 2012

Existencia

Vivo desalmado nesta carnal existência
onde o único prazer é corporal
o bem afunda-se nas areias do mal
e assim vai passando esta hipócrita vivência.

Busco sabedoria nos livros
mas só encontro pornografia barata
com temas que são pecados bíblicos
escritos com as manhas de um diplomata.

No peito uso a cruz da educação
faz-me viver na duvida da moral ética
que me fortalece na escuridão
impiedosa tortura, é esta auto-critica.

Com o dilema da honra convivo
a moral trava-me a viagem
e sem ultrapassar os limites eu vivo
caminho com o peso desta bagagem.

O que me espera paraíso ou inferno
eu não sei, só espero que algo me espere
desejo algo melhor que este inverno
que a tudo supere.

Vazio

Alimento-me desta raiva que me mata
nada vejo, estou cego ao sentimento
os desejos não passam de um sonho adormecido
e a vida é uma calçada por onde vagueio.

Inspiro-me neste ódio que me destrói
perco o tacto do carinho
os objectivos são um texto esquecido
e a vida é um lago onde me afogo.

Movo-me com este desprezo que me afasta
e fico surdo aos sons do amor
as promessas são as faces da mentira
e a vida é um jardim sem flores.

Avanço com este medo que me ofusca
os cheiros da paixão são um mistério
as palavras são um anuncio de rua
e a vida é um navio perdido.

Fico preso a esta dor que me afunda
que tira o sabor ao prazer de existir
as musicas são poemas do passado
e a vida é um avião sem destino.

Vivo neste intenso vazio
que me rouba os sentidos
em que os actos são uma encenação
e a vida é uma rota sem chão nem norte
que me tortura com esta busca incessante.

sábado, 3 de março de 2012

Mentira

Mentira, doce e amada tu és
pois livras-nos da dor da sinceridade
e há quem diga ámen, é fé
pois tu és a verdadeira Deusa
a mais pura omnisciência do nosso Éden.

Quente e fantástica fuga
seja na palavra, no acto e ate no pensamento
nasces o camaleão em nós
Tu és o improviso planeado do eterno momento.

Há quem de ti faça pecado mortal
mas sobre ti use-mos a verdade, tu és dádiva
témente, amaldicoam-te e difamam-te
mas convenha-mos, sois a secreta amada
em que na ocasião és usada.

Desbravas pelo caminho do amor e do poder
onde agilizas o meio para atingir o fim
há quem não te perdoe, mas tu não és defeito
és simplesmente a face do contrafeito.

Veem-te na omissão e na invenção
mistério selvagem a ti ninguém te controla
pois tens vontade própria e sempre te revelas
para acabares na eterna memoria

Dama de negro que dança com quem pede
mas comigo jamais farás par
que eu na tua mão não pego pois odeio-te
viste acabámos de dançar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Liberdade

Onde estás?, quem és?, e o que és?
são as perguntas do meu adormecer
mas jamais encontro as respostas
por isso vivo no dilema da duvida.

Há quem te encontre na palavra livre
no livre arbítrio ou no insignificante voto
mas penso que tu vens de uma Veneza antiga
em que sais á rua com uma máscara da tua importância.

E eu resignado não procuro a tua face
sinto que só existes para os senhores de ouro
que com a sua ganância não permitem que tu te encontres
e espalham imitações tuas em belas jaulas.

Usam teu nome em vão como se tu nada fosses
e abusam de ti na sua busca pelo poder
que com o tal te oprimem incessantemente
pelo povo ladram eles, pelo bolso penso eu

Dizem que esses abutres são comunas ou fascistas
a eles eu chamo capangas capitalistas
que nos obrigam ao consumo material
com o qual constroem a sociedade desalmada.

Mas no fim espero te encontrar
com a tua armadura de cavaleira alada
serás a luz intensa da escuridão
que na morte te beijarei
com grande ânsia no coração.